Associação Desportiva de Vagos : site oficial do clube de basquete de VAGOS - clubeo

LESÕES NO BASQUETEBOL

13 de fevereiro de 2015 - 01:11

 

            A exigência exercida nos membros inferiores é um aspecto importante, devido à existência de uma sucessão de esforços intensos e breves, realizados em ritmos diferentes, através de um conjunto de constantes lançamentos, saltos e corridas, muitas vezes ocorridos num curto espaço de tempo. Há também a variabilidade de ritmo e intensidade na execução das ações (De Rose, 2006).

            Portanto, podemos dizer que o Basquetebol, baseia-se em três capacidades físicas: força, resistência e velocidade. Segundo Tricoli (2005), a força empregada nos Basquetebol, é necessária para garantir uma boa execução dos movimentos específicos da modalidade. Quanto à resistência, está presente para garantir a manutenção do estado básico do atleta e também para uma melhor recuperação dos esforços de uma partida. A velocidade está relacionada à capacidade de deslocamento dos atletas.

            Na atualidade, há uma “Elite competitiva” a qual atua nos seus limites fisiológicos, entre o máximo de performance atlética e a lesão, contribuindo, na minha opinião, para o aumento da incidência de lesões.

            Outro factor que contribui para a incidência das lesões segundo De Rose (2006) é o calendário competitivo, diz o autor: É normalmente planeado de forma a que os atletas não tenham tempo suficiente para repousar e recuperar as lesões naturais, desta forma, favorecendo a reincidência das mesmas, além do aparecimento das lesões compensatórias.

            Acquesta et al. (2008), realizaram diversos estudos e verificaram que a maioria das lesões no basquetebol, estão associadas à excessiva intensidade e volume de treinos realizados. Também, Barela (1999) afirma que as principais causas de lesões no Basquetebol são as lesões pelo condicionamento, sobreuso (overuse), traumas devido ao contato e episódios de desaceleração sem contato.

            No basquetebol as lesões mais comuns são as entorses do tornozelo e joelhos, as luxações e sub-luxações dos dedos das mãos e as lesões musculares, principalmente dos membros inferiores.

            Segundo um estudo recente da National Collegiate Athletic Association – NCAA (CITADO POR OLIVEIRA, 2006) as lesões no joelho são responsáveis por 12% do atendimento médico desses atletas. As mais comuns são: a tendinopatia rotuliana, a bursite da "pata de ganso", a doença de Osgood-Schatter, a instabilidade rotuliana, a membrana sinovial patológica e o síndrome da banda iliotibial.

            Oliveira e Andreoli (1999) informam que, a incidência de lesões relacionadas às mulheres é de 4 a 8 vezes maior do que nos homens.

            Andreoli (2005), menciona o trabalho proprioceptivo como uma das principais formas de prevenir lesões. Sendo que o trabalho proprioceptivo visa à recuperação de equilíbrio e estabilidade e o uso dos gestos desportivos e é realmente importante na prevenção das lesões podendo ser aplicado desde o inicio da prática desportiva.

Através de estudos realizados com trabalhos proprioceptivos, foi possível observar que a utilização desses exercícios reduziu as lesões de membros inferiores em desportos como futebol, basquetebol e voleibol e por isto, segundo o artigo Exercícios Proprioceptivos (2007), estes exercícios podem ser mais uma alternativa para a redução da incidência de lesões relacionadas à prática desportiva.

            O programa de exercícios proprioceptivos, para compor um trabalho preventivo deve ter exercícios dinâmicos, multidirecionais e específicos do desporto. Estes exercícios trabalham principalmente com componentes da estabilidade dinâmica das articulações (unidades músculo-tendinosas) que mantêm os membros e as articulações estáveis durante os movimentos.

            Mello e Parada (2002), afirmam que fazer exercícios a um ritmo leve durante 3 a 10 minutos aquece os músculos e torna-os mais flexíveis e resistentes a lesões. Os autores mencionam algumas orientações para evitar lesões desportivas: exercícios de aquecimento antes de praticar um desporto; alongar antes de iniciar o treino; utilizar calçados adequados que sejam estáveis e absorvam o impacto; Diminuir o ritmo lentamente após um jogo ou treino, de forma à pulsação diminuir de forma gradual; não exceder o limiar fisiológico; um trabalho de fortalecimento muscular bem elaborado adequando as cargas ao calendário de jogos e evitando que o atleta apresente sobrecarga física; um trabalho proprioceptivo associado a gestos desportivos na modalidade em específico.

            Em suma, o aspecto preventivo no tratamento das lesões desportivas é de muita importância, quer se discuta atividade física de alto rendimento, quer como mero coadjuvante de tratamentos médicos.

 

 

Fisioterapeuta Ana Raquel Marques

Comentários

A.D. Vagos acaba de ganhar o troféu 50000 visites 1 ano
AD VAGOS /SUB-19 FEM. / Galitos e 2 mais de 2 anos
AGENDA JOGOS FORA FIM-DE-SEMANA 23 JANEIRO mais de 2 anos
45-71
A.D. Sanjoanense / AD VAGOS /SUB-19 FEM. mais de 2 anos
A.D. Sanjoanense / AD VAGOS /SUB-19 FEM. e mais 4: resumos dos jogos mais de 2 anos
27-28
Sangalhos DC / A.D. VAGOS / SUB-16 FEM mais de 2 anos
72-54
CAB Madeira / A.D.VAGOS / SENIORES FEM mais de 2 anos
61-33
AD VAGOS /SUB-19 FEM. / Atómicos mais de 2 anos
47-44
AD VAGOS /SUB-19 FEM. / Illiabum mais de 2 anos
AD VAGOS /SUB-19 FEM. : novo jogador mais de 2 anos
AGENDA FORMAÇÃO CASA 13-17 JANEIRO e AGENDA JOGOS FORA FIM-DE-SEMANA 16 JANEIRO mais de 2 anos
51-77
A.D.VAGOS / SENIORES FEM / S.L.Benfica mais de 2 anos
57-71
A.D.VAGOS / SENIORES FEM / S.L.Benfica mais de 2 anos
A.D.VAGOS / SENIORES FEM / S.L.Benfica e mais 4: resumos dos jogos mais de 2 anos
63-25
A.D. VAGOS / SUB-16 FEM / ENESSE mais de 2 anos